terça-feira, 11 de março de 2014

Dia Internacional da Mulher - 8 de Março

Dia Internacional da Mulher – 8 de março


Desde o dia 8 de março de 1857 até aos nossos dias, muita coisa mudou. No entanto, deveremos recordar essa data simbólica em que operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve, ocuparam a fábrica e reivindicaram melhores condições de trabalho. Não obstante o exposto, se o sacrifício dessas mulheres que deram a vida na defesa dos seus direitos marcou esta data emblemática que nos coloca face aos valores da justiça e da igualdade, é de salientar que somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher” (ainda que fosse preciso chegar ao ano de 1975 para que, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU - Organização das Nações Unidas).


Assim, ao refletirmos nesta data recordamos que a sua importância não se esgota numa reminiscência trágica, mas antes numa celebração mais ampla, que passa pelo reconhecimento do papel de todos na fundação de uma sociedade global que se pretende justa, solidária e equilibrada.


Foi esse o nosso objetivo ao comemorarmos o dia 8 de Março no nosso Agrupamento. Para tal, usámos as lindas e poéticas palavras de um dos nossos autores contemporâneos que passamos a partilhar convosco:

A Mulher Mais Bonita do Mundo

estás tão bonita hoje. quando digo que nasceram flores novas na terra do jardim, quero dizer
que estás bonita.

entro na casa, entro no quarto, abro o armário,
abro uma gaveta, abro uma caixa onde está o teu fio
de ouro.

entre os dedos, seguro o teu fino fio de ouro, como
se tocasse a pele do teu pescoço.

há o céu, a casa, o quarto, e tu estás dentro de mim.

estás tão bonita hoje.

os teus cabelos, a testa, os olhos, o nariz, os lábios.

estás dentro de algo que está dentro de todas as
coisas, a minha voz nomeia-te para descrever
a beleza.

os teus cabelos, a testa, os olhos, o nariz, os lábios.

de encontro ao silêncio, dentro do mundo,
estás tão bonita é aquilo que quero dizer.


               José Luís Peixoto, in "A Casa, a Escuridão" 

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014



No âmbito do Projeto Dormir+ para ler Melhor, convidamos toda a comunidade a participar na sessão sobre a importância do sono, que decorrerá hoje, dia 6 de fevereiro, no Auditório da Escola Secundária da Sertã.  







segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

A escrever criamos, pelas palavras andamos...

Às quartas, no nosso Clube de Leitura e Escrita, também temos tido espaço para usar a nossa língua de forma criativa, diríamos, poética, descobrindo e explorando as suas potencialidades. Pelo sonho é que vamos, disse um dia o poeta (Sebastião da Gama), nós vamos pelas palavras, aprendendo a sonhar e a verbalizar de diferentes formas o que sentimos, o que pensamos, as nossas emoções, as nossas reflexões...
Partilhamos aqui mais alguns dos textos que temos produzido:

Se o mundo quer salvar
A natureza tem de preservar. 
Se quiser ajudar
Medidas há que tomar:

O lixo separar
Para se poder reciclar -
No amarelo papel e cartão -
Tudo espalmado pela sua mão.

No verde o vidro
Há que colocar,
No azul o plástico
Para o mundo conservar.

As ruas e avenidas
Há que varrer…
Tudo bem limpinho
Dá trabalho a valer.

Os carros vão parar,
O combustível poupar,
Gases tóxicos não vamos libertar
E a atmosfera vamos salvar.

Se tudo assim acontecer,
Se usar o seu engenho e arte,
Sim, você irá ver

Um mundo melhor da sua parte.
  

Amor é
Mentir à alma, pois
O poder do coração é mais forte e
Rompe o que não queremos mostrar

Mãe
Podia ter sido borboleta, flor ou lua
Mas alguém quis
Que fosse mãe.


Joana Silva - 8º E

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

 

Exposição Anne Frank: 

Uma história para hoje

Decorreu, na primeira semana de aulas deste período, a exposição identificada em epígrafe, na Escola Básica Padre António Lourenço Farinha, visitada com agrado por diversas turmas do nosso Agrupamento.  
No decurso da atividade, foi possível acicatar uma pertinente reflexão sobre questões de dimensão humanista que ultrapassaram e ultrapassam em muito o contexto epocal restrito da Segunda Guerra Mundial. Efetivamente, através da vida da jovem Anne, viajámos às raízes do ódio, da discriminação, do autoritarismo e da crueldade, nomes não contáveis, mas que ao longo dos tempos (e na atualidade infelizmente) nos invadem incontáveis vezes, sobretudo quando somos confrontados com as inúmeras situações em que, no mundo em que vivemos hoje, se verificam violações sistemáticas dos Direitos Humanos - e não raras têm sido as ocorrências, após a Segunda Grande Guerra, em que nos cruzámos com termos como "limpeza étnica" (recorde-se os crimes ocorridos na ex-Jugoslávia"), que desafiam a nossa memória e nos empurram para a necessidade de recuperar a "lição" de Anne e o significado simbólico subjacente à sua história e às suas palavras.
Deixamos, por isso, a sua biografia, o seu exemplo, como um incentivo àquilo que cada um de nós poderá fazer para que de facto possamos viver num mundo mais justo e verdadeiramente digno, visto que, tal como afirmava a própria Anne, é preciso acreditar (e não desistir, acrescentamos) da bondade humana.
Terminamos deixando um filme que retrata o conteúdo do seu diário e que poderá complementar a sua leitura.
 
 

 
 
 
 
 
 
 

Clube de Leitura da BE

 E cá continuamos... Todas as quartas à tarde nos reunimos para usufruirmos da magia das palavras, discutindo leituras, trocando impressões, partilhando ideias e, também, escrevendo.
 Como já anteriormente referimos, uma das obras que nos tem ocupado é O Triunfo dos Porcos de George Orwell, representação simbólica da sociedade numa abordagem fabulística e inquietante. A este propósito, surgiram-nos algumas reflexões e comentários de que vos deixamos aqui um pequeno exemplo, esperando motivar o interesse e a vontade de se juntarem a nós (continuamos a ser poucos, embora cheios de convicção...).



“ - Tática, camaradas, tática!
Os animais não sabiam bem o que esta palavra significava, mas Squealer falava com tanta persuasão e os três cães, que por acaso estavam com ele, rosnavam tão ameaçadoramente, que eles aceitaram a sua explicação sem fazer mais perguntas.”

   Este excerto mostra claramente que os animais estão a ser enganados sem perceberem e hoje em dia, isto também acontece. Quer seja na política, no mundo do trabalho, no meio da rua…
   Squealer usou a força da palavra e do conhecimento para persuadir os animais, apoiando-se também na força bruta. Hoje, a força já não é muito usada, mas continua a haver muitas burlas, pois já há pessoas com conhecimento suficiente para manipular os outros sem recorrer à força.
   Uma pessoa que não é muito culta/informada é indefesa, tal como uma criança que diz sim a tudo quando é confrontada com palavras mais difíceis.
   Na minha opinião, o saber é muito importante e devemos ter curiosidade para saber ainda mais. Assim temos um escudo contra o “ataque” daquelas palavras mais complexas, o conhecimento. E tal como um cavaleiro quer um escudo o mais forte possível, também nós devemos querer a nossa mente o mais reforçada possível.
    Para além de bons escudos, as palavras também dão boas armas de ataque, que neste caso foram usadas por Squealer para persuadir os animais mais ignorantes.
   A força da palavra é uma das coisas mais úteis e usadas neste mundo. Toda a gente já a rentabilizou pelo menos uma vez. Por exemplo, quando queremos ir a casa de um amigo e os nossos pais não deixam ir. Nós tentamos logo argumentar de maneira a que nos deixem sair, mas para isso é preciso saber falar, saber usar as palavras a nosso proveito.
   O conhecimento é tal e qual uma espada, uma ótima arma de ataque se for afiada. E para afiarmos o nosso conhecimento temos de ler, ouvir e estar com muita atenção ao que nos rodeia. Ler é uma das melhores maneiras de fortalecer a nossa espada, mas há muitas outras formas de o fazer: ver filmes, ler BD, observar o mundo, jogar jogos de PC… Tudo o que vemos no nosso dia-a-dia enriquece-nos, precisamos é de estar atentos.
   Toda a gente já ouviu a frase: “A caneta bate a espada”, o que é pura verdade. Mas para isso é preciso ter alguém que saiba escrever, pois se as palavras nada disserem, se não houver conhecimento, as pessoas ficam vulneráveis e facilmente manipuláveis. Verdadeiros fantoches humanos.

Verónica Filipe - 9º C

Dia Nacional da Cultura Científica


No dia 25 de novembro os alunos de 9º e 11º anos do Agrupamento tiveram o privilégio de assistir à palestra proferida pela investigadora Maria da Graça Ribeiro Campos. A docente é atualmente Coordenadora do Observatório de Interações Planta-Medicamento (OIPM) e membro do Centro de Estudos Farmacêuticos da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra (CEF/FFUC). Neste breve encontro com os nossos alunos a cientista mostrou, partindo de casos práticos, o valor da atividade científica e o seu impacto na sociedade.  

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Concurso Nacional de Leitura
  
Decorreu no passado dia 17 de janeiro a fase de escola da 8ª edição do Concurso Nacional de Leitura. Como princípio geral orientador do CNL está o prazer de ler, pretendendo-se estimular nos concorrentes o gosto pela leitura e o contacto com os livros.
A participação na atividade foi significativa uma vez que realizaram a prova 47 alunos. Estiveram a concurso as obras Bichos e Novos Contos da Montanha, de Miguel Torga; Os da minha rua, de Ondjaki; O Triunfo dos Porcos, George Orwell e Casos do Beco das Sardinheiras, Mário de Carvalho.

As alunas Mariana Fernandes, do 7º E, Andreia Almeida, do 8º B e Vera Pedro, do 9º D, vencedoras do concurso, irão representar o Agrupamento na sua fase distrital que se realizará em Proença-a-Nova em data a definir.
 
 

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Concurso de Leitura Expressiva


Decorreu no último dia de aulas do período mais uma edição do Concurso de Leitura Expressiva subordinado à temática natalícia.

Foram lidas as obras A Estrela de Manuel Alegre, A História de Natal de Auggie Wren de Paul Auster e Um conto de Natal de Miguel Torga.

Foram 35 os alunos, distribuídos por 7º, 8º e 9º ano, os que aceitaram o convite da BE.

A qualidade das prestações e o empenho dos alunos dificultaram a atribuição dos prémios, mas um concurso é um concurso... Assim, os alunos premiados, neste contexto, foram os seguintes:

Mariana Vilela - 7º A                         
Mariana Farinha - 7º A
Inês Jacinto - 7º A
Pedro Farinha - 7º C
João Pires - 7º C
Francisco Nunes - 7º C
Andreia Almeida - 8º B
Joana Silva - 8º E
João Tavares - 8º E
Vera Alves - 9º A
Catarina Miguel - 9º A
Vera Pedro - 9º D
Francisco - 9º B





segunda-feira, 2 de dezembro de 2013


Dia Internacional da Pessoa com Deficiência
3 de dezembro


Diferentes
 
Remamos igual,
rumamos diferente,
navegamos pela água
da mesma corrente.
Somos diferentes
como os ramos do pinheiro,
que a Natureza lhes dá
o mesmo direito.
Olhamos com os olhos,
tocamos com as mãos,
brincamos às escondidas,
somos todos irmãos.
Alguns vamos lentos,
outros muito ligeiros,
abrem a porta
os mesmos porteiros.
 



quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Dia das Bruxas

A origem do Halloween remonta às tradições dos povos que habitaram a Gália e as ilhas da Grã-Bretanha entre os anos 600 a.C. e 800 d.C. Originalmente, o Halloween não tinha relação com bruxas, pois era um festival do calendário celta da Irlanda, o festival de Samhain, celebrado entre 30 de outubro e 2 de novembro e marcava o fim do verão. O povo celta acreditava que no último dia do verão (31 de outubro), os espíritos saiam dos cemitérios para tomar posse dos corpos dos vivos. Para assustar estes fantasmas colocavam nas casas  objetos assustadores como, por exemplo, caveiras, ossos decorados, abóboras enfeitadas entre outros.
Atualmente é assinalada em grande parte dos países ocidentais, porém é mais representativa nos  Estados Unidos que popularizaram a comemoração.
Na nossa BE a data foi assinalada com uma exposição e dois concursos: Concurso de Chapéus, Vassouras e Abóboras e Concurso de Escrita: Poção Mágica. Apresentamos os trabalhos abaixo os trabalhos premiados.

Trabalhos premiados:

Poção para ser Feliz
Ingredientes:
   - Resmas de otimismo
   - Liberdade q.b.
   - 1kg de amor
   - Música a gosto
   - Açúcar na medida certa
   - 1 Mão cheia de paz
   - Diversão em doses equilibradas
   - História preferida
Confeção:
   Pegamos no otimismo, no amor e na liberdade
   E mexemos tudo muito bem
   Polvilhamos com açúcar, para a pessoa ficar mais doce
   Mas com moderação que ter cáries não convém
   Vamos juntando a paz à diversão,
   Mas sem nunca parar de mexer
   Pois grumos de guerra
   Não queremos fazer aparecer
   Metemos lá a história que mais gostamos
   E deixa-se estar a repousar
   Com uma música alegre de fundo
   Para a alegria na música se entranhar.
   Põe-se tudo no caldeirão
   E deixa-se ferver
   Enquanto a poção não mudar para verde
   Não podemos parar de mexer.
   Está completa a poção,
   Quando esta começar a borbulhar
   Depois é só partilhar com os amigos
   Para a felicidade multiplicar.
                
 Verónica Filipe,   9ºC 

Poção para ser um bom estudante

Ingredientes:

- 1  dose de força de vontade;
- 3 dose de empenho;
- 3 doses de concentração;
- 2 doses de livros;
- música q.b;
- 5 doses de silêncio;
- 1 balde de água:

Preparação:
Ponha o caldeirão ao lume com a água, quando estiver a ferver, junte a força de vontade alternando com o empenho.Quando ficar azul acrescente a concentração e a música aos poucos mexendo sempre.Agora junte o silêncio, "triture" os livros e junte o "batido" à poção. Deixe ferver durante 5 minutos. Retire do lume e deixe arrefecer. Dê ao seu filho e espere pelos resultados. Ficará surpreendido

  Joana Silva, 8ºE

Poção para o Bom Estudante

Material necessário:
- Livros, folhas, cadernos;
- Instrumentos de escrita (canetas, lápis, marcadores…);
- O recipiente, neste caso, uma memória pouco utilizada;
- Uma grande vontade para tudo.

Coisas importantes:
A memória deverá ser grande, pois nela vão ser armazenadas grandes quantidades de informação.

Preparação da poção:
Com tudo em cima da mesa, fazemos a poção da seguinte forma:
Primeiro coloca o livro de um lado para, depois, colocar junto dele um caderno (de linhas ou de quadrados, podendo ser de qualquer tamanho). Seguidamente, vamos para a segunda fase, na qual é preferível não ser incomodado por companhias barulhentas, ou seja, é desejável um bom e agradável silêncio. Nesta fase pode utilizar pastilhas (mas sem fazer balões) e música, caso seja calma e relaxante. O utilizador tem de se sentar diante da mesa e realizar um resumo da parte estudada. Agora chega a fase de utilizar a memória que se quer pouco ocupada com outras coisas menos importantes. Pega no resumo e deverá começar a memorizá-lo, lendo-o em voz alta ou interiormente, conforme preferir. Com tudo isto parece que nos esquecemos da vontade, não é? Precisamos dela, no entanto, para não estragar o trabalho anterior. Utilize-a para voltar a fazer o terceiro passo mais algumas vezes.
Resultado:
Não notaram nada, pois não? Mas o recipiente, ou seja a memória, já está cheio do estudo efetuado, um conteúdo chamado “saber” que, neste caso, é a nossa poção.


Nazaré Duarte Matias, 7º A  


terça-feira, 29 de outubro de 2013

BIBLIOTECA ESCOLAR – uma porta para a vida


Ao longo do mês de outubro tem estado a ser celebrado o "Mês Internacional da Biblioteca Escolar" que, em sintonia com os princípios estabelecidos pela International Association of School Librarianship (IASL), visa reforçar a importância da biblioteca escolar, destacando e enfatizando a sua função de célula viva fundamental no seio da comunidade educativa, em sentido lato. Nesta conformidade, a “nossa” biblioteca, como é habitual, tem vindo a desenvolver atividades diversificadas que, por um lado, visam rentabilizar os recursos ao dispor dos alunos e professores, permitindo uma articulação complementar entre atividades previstas para sala de aula e aquelas que derivam ou se enquadram especificamente no espaço da biblioteca (passatempos, desafios alusivos a várias datas – como o “Dia da Alimentação” e, proximamente, o “Halloween”) a par com outras que, por outro lado, se prendem com o estímulo para a leitura e escrita, como a divulgação do “Escritor do mês”, a rentabilização do “Baú de livros” (adequado aos diversos níveis etários/de escolaridade) ou as visitas guiadas a este espaço e à participação em sessões de leitura. Todas estas são/têm sido, obviamente, importantes situações de aprendizagem que demonstram que a biblioteca escolar é, de facto, um espaço para “Relaxar”, “Estudar”, “Ler”, “Aprender” e sobretudo um contexto onde se encontra uma porta aberta para a vida.

Ora foi exatamente este o mote encontrado pela IASL para aglutinar as atividades realizadas ao longo deste mês, no âmbito do qual o Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares selecionou o dia 28 de outubro como o Dia da biblioteca escolar, para permitir que, numa perspetiva sincrónica, as bibliotecas pudessem abrir as suas portas ao exterior, trazendo, particularmente neste dia, o mundo para dentro do seu universo.













Neste contexto, a “nossa” biblioteca endereçou um convite aos pais e encarregados de educação, bem como aos restantes membros da comunidade educativa, para que visitassem e ficassem mais informados sobre a BE - sua organização e principais atividades. Assim, os pais que nos agraciaram com a sua presença puderam visualizar uma apresentação (PPT) com as iniciativas que têm sido desenvolvidas, bem como observaram in loco alguns alunos a utilizar e a usufruir do “Jogo da Glória” constituído para permitir a interiorização, de forma divertida, das regras de funcionamento da BE, dos meios de difusão da mesma (este Blog, o Moodle) e para divulgar algumas iniciativas habituais e que derivam do envolvimento direto dos discentes, tais como o “Top Leitor” e os “Desafios da Semana”.


No final desta segunda feira (28 de outubro de 2013), ficámos com a sensação de dever cumprido e com a noção, que esperamos ter transmitido a todos os que nos visitaram, de que a “nossa” biblioteca é um espaço importante na vida dos “nossos” jovens que, quando já tiverem partido para outras andanças e desafios, hão de recordar a BE (e o que por aqui viveram) como fator que contribuiu de forma significativa para o seu desenvolvimento e crescimento enquanto consolidadores do futuro.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Mês Internacional da Biblioteca Escolar

No mundo das palavras

Começaram, na biblioteca da escola EBPALF, as sessões do Clube de Leitura e Escrita (às 4ªs feiras das 14.15h às 15.15h). Estes encontros têm sido marcados pela realização de sessões de leitura partilhada, reflexões acerca dos textos lidos e ainda por momentos de escrita criativa. Em particular, procura-se desmistificar algumas ideias preconcebidas acerca da categorização dos livros, do ato de ler e da forma como podemos usufruir desse prazer que o mesmo deve configurar.
Neste sentido, foi lida e alvo de reflexão, por exemplo, a obra de Isabel Minhós Martins, ilustrada por Bernardo Carvalho, O Mundo num Segundo, da editora Planeta Tangerina (2008), e que se, aparentemente, nos parece um livro extremamente infantil, não é, na realidade, apenas isso, mas um ponto de partida para uma reflexão acerca do tempo, da sua inexorável passagem e sobre as várias janelas que se abrem no mundo, em espaços e com pessoas diversas, sempre que o ponteiro de um qualquer relógio oscila… E como o tempo não para, é útil utilizá-lo das formas que nos proporcionam prazer, como a de ler um livro que nos encante, ainda que, por vezes, para que essa hora não peque (e não se perca) tenhamos de saltar páginas, ou não o acabemos, já que o poder encantatório das palavras é, antes de mais, princípio e fim de tudo isto a que chamamos literatura (enquanto campo artístico).
Foi no decurso destes pensamentos e perceções que, nos nossos encontros de quarta feira, abordámos o capítulo IV da obra Como um Romance de Daniel Pennac, Edições Asa, tendo sido, precisamente, explorados os direitos inalienáveis do leitor, afinal muito menos limitativos e ditatoriais do que aquilo que imaginávamos…
Mas, o tempo não para e há tanto por fazer -  a nossa vida corre a mil à hora e há tantas solicitações quando se está na adolescência: os afazeres da escola, os amigos, os pais, os/as namoradas/os, o PC, o FB, as revistas de moda, os jornais desportivos… Haverá, no entanto, também, tempo para os desabafos, mesmo que ninguém nos ouça, existirá sempre um papel onde poderemos registar o que sentimos e pensamos, como noutra das obras por nós abordada neste clube: Diário de Sofia & Cia aos 15 anos, de Luísa Ducla Soares.
Finalmente, e porque o mundo das palavras é um mundo onde tudo é possível e corrigível, certas obras podem ser um excelente ponto de partida para discutirmos e repensarmos problemáticas profundas, algumas dos quais afetam e minam a nossa sociedade tão desigual. Exemplo disso é a obra de George Orwel, O Triunfo dos Porcos, onde se observa, através da mestria do seu autor, questões tão sérias como a da justiça, da solidariedade, da liberdade, numa representação que nos remete para um universo fabulístico, mas nem por isso menos assertivo e por essa mesma razão um excelente ponto de partida para mais uma sessão deste nosso clube.
Terminando este nosso testemunho, e porque, como referimos, a leitura e a escrita andam de mãos dadas, nada como partir de tantas questões enunciadas para a produção de textos, operação que nos permite trocar de lugar com os mestres e sermos nós os senhores do mundo das palavras que é o nosso mundo e a maior das ferramentas que podemos usar para o construir e dominar.
Deixamos aqui, então, o produto criativo das alunas Joana Silva (nº6 do 8º E) e Verónica Filipe (nº 27 do 9º C) e marcamos encontro para a próxima 4ª feira. Até lá, divirtam-se com as palavras e usem-nas para, antes de mais, serem felizes!

Todos mandam em mim:
os meus pais, professores e
até as palavras,
aquela palavra odiosa: !!
Estou no computador
e a minha mãe diz:
-vai pôr a mesa!
E eu respondo:
-só um minuto…
E lá vem aquela horrível palavra: !!
(Para mim essa palavra deixava de existir.)


Joana Silva e Verónica Filipe

quinta-feira, 3 de outubro de 2013


Novidades


Sangue de monstro pela manhã de R. L. Stine
É hora de rastejar
Para um atleta como Matt Daniels, o pequeno-almoço é a refeição mais importante do dia. Mas é também a mais perigosa. E tudo porque alguém lhe vai pregar uma partida maldosa. A receita é simples: é só adicionar Sangue de Monstro!
E como se os problemas de Matt já não fossem complicados e nojentos, um convite-surpresa vai dificultar-lhe ainda mais a vida. Quanto tempo conseguirá Matt sobreviver dentro de um assustador parque temático? Não muito, se os seus amigos continuarem a desaparecer!


 
História de um gato e de um rato que se tornaram amigos de Luis Sepúlveda

Max vive em Munique com os seus pais e irmãos - e com Mix, o seu inseparável gato preto com uma mancha branca na barriga. Amigos desde a infância, quando Max cresce e decide mudar de casa, leva Mix consigo. Mix adora viver no novo apartamento. Mas quando Max começa a trabalhar e não pode estar tanto tempo em casa, Mix, que está a envelhecer e a perder a visão, sente-se cada vez mais sozinho.
Um dia, Mix ouve uns passinhos suaves vindos da despensa e descobre que há um ladrão a comer os cereais crocantes do dono. Esperto, Mix deixa-se ficar quieto e, de repente, com a rapidez de outros tempos, estica a pata e sente o corpo trémulo de um minúsculo ratinho. Mex, como é batizado, é um ratinho mexicano, muito medroso e charlatão. Mas os verdadeiros amigos apoiam-se um ao outro e juntos aprendem a partilhar o que de melhor têm dentro de si.
Baseado num episódio da vida de um dos filhos de Luis Sepúlveda, a História de um gato e de um rato que se tornaram amigos oferece-nos uma vez mais uma fábula singela e divertida sobre o verdadeiro valor da amizade.


Queres Ouvir? Eu Conto de Irene Lisboa

Em Queres Ouvir? Eu Conto encontramos, segundo as palavras da própria autora, «histórias para maiores e mais pequenos se entreterem». São histórias curtas, cheias de humor e ação, para ler ou ouvir contar, que valorizam o diálogo ou a oralidade e que criam mundos maravilhosos e encantatórios que vão ao encontro da expetativa do público infantil, o seu destinatário preferencial.Mas também «os maiores» se poderão deixar fascinar por estas narrativas que se revestem de grande significado histórico, literário e educacional e completam o panorama da escrita de uma das mais importantes autoras portuguesas do século XX.

António Ramos Rosa - 1924 - 2013 - Uma vida dedicada à poesia


http://www.publico.pt/cultura/noticia/morreu-antonio-ramos-rosa-1606787#/0

Dia Mundial da Música - 1 de outubro

 
 

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Ano letivo 2013/2014


Boas leituras!


NA BIBLIOTECA

O que não pode ser dito
guarda um silêncio feito
de primeiras palavras
diante do poema, que chega sempre demasiado tarde,
quando já a incerteza
e o medo se consomem
em metros alexandrinos.

 Na biblioteca, em cada livro,
 em cada página sobre si
recolhida, às horas mortas em que
a casa se recolheu também
virada para o lado de dentro,
as palavras dormem talvez,
sílaba a sílaba,
o sono cego que dormiram as coisas
antes da chegada dos deuses.
Aí, onde não alcançam nem o poeta
nem a leitura,
o poema está só.

E, incapaz de suportar sozinho a vida, canta.


(Manuel António Pina in Poesia, Saudade da Prosa: uma antologia pessoal)